Sons da terra


Jéssica Burrinha & Mikha-ez


Curadoria Francisca Gigante & Francisco Teles da Gama

5 de junho a 3 de julho de 2026

Casa do Jardim da Estrela
Um Teatro Em Cada Bairro
Câmara Municipal de Lisboa

Integrada no Programa Arte em Portugal da ARCOlisboa


Sons da terra apresenta dois novos projetos dos artistas Jéssica Burrinha (Barreiro, 1993) e Mikha-ez (Gijón, 1991) comissariados para a Galeria Central da Casa do Jardim da Estrela, em Lisboa, com curadoria de Francisca Gigante e Francisco Teles da Gama, da FITA – Friends In The Arts.

Ao interligar dois corpos de trabalho distintos: Campo de Girassóis de Jéssica Burrinha e Degradações de Mikha-ez, a exposição convida a uma reflexão profunda sobre os sons do planeta Terra que habitamos. Nasce da escuta do território para propor diálogos entre as sonoridades planetárias e o insondável silêncio espacial, numa vibração partilhada entre práticas contemporâneas e ecologias sensíveis.





Campo de Girassóis
Jéssica Burrinha


Um campo de girassóis, alusivo à exploração laboral de imigrantes, criado em cerâmica e terra compactada onde cada girassol se inclina para o seu semelhante. Uns vergam-se em direção ao solo, outros ainda vivos são representados como símbolo da esperança. Todos se encontram orientados para a luz.


Campo de Girassóis, 2026
Metal, barro e terra compactada
Instalação
Dimensões variáveis

Base com 1 girassol
150 € (+IVA)

Base com 5 girassóis
500 € (+IVA)

Instalação completa com
14 bases e 55 girassóis
7 000 € (+IVA)


Todas as peças disponíveis encontram-se para venda através da FITA. Para mais informações contacte-nos em agency@friendsinthearts.net. A entrega será realizada no final da exposição, após 3 de julho de 2026.






Degradações
Mikha-ez


O esgotamento do chão, a sua exploração como recurso, a natureza e a sua humanização, o território e a paisagem: revelam aquilo que permanece oculto e, no entanto, presente. É, em certo sentido, uma forma de assinalar a degradação da experiência terrena, do sistema cartesiano, de um suporte já desprovido de significado. Contudo, a experiência de repensá-lo e de o habitar novamente é quase um ato subversivo e estranho, onde o horizontal se convulsiona num mundo cada vez mais vertical de scroll infinito.

Degradações oferece diferentes ladrilhos hidráulicos de 20x20 centímetros moldados para caminhar. Estas peças de chão foram criadas à mão com pigmento e pó de pedra, extraído da calçada de Lisboa, chão que caminhamos uma e outra vez. Quando colocados lado a lado, formam tapetes de vários metros e tonalidades.


Série gráfica

Degradações (I), 2026
Papel Fabriano 100% algodão
Serigrafia
29,7 x 42 cm
Edição de 5
300 € / unidade (+IVA)

Série escultórica

Degradações (II),
2026
Cimento, pigmento e
pó de pedra da calçada portuguesa (Lisboa)
Ladrilho hidráulico
20 x 20 cm
Edição de 5
500 € / unidade (+IVA)

Degradações (III),
2026
Cimento, pigmento verde e
pó de pedra da calçada portuguesa (Lisboa)
Ladrilho hidráulico
Instalação composta por 20 unidades
Dimensões variáveis
6 000 € (+IVA)

Degradações (IV), 2026
Cimento, pigmento terracotta e
pó de pedra da calçada portuguesa (Lisboa)
Ladrilho hidráulico
Instalação composta por 25 unidades
Dimensões variáveis
7 500 € (+IVA)


Todas as peças disponíveis encontram-se para venda através da FITA. Para mais informações contacte-nos em agency@friendsinthearts.net. A entrega será realizada no final da exposição, após 3 de julho de 2026.




Biografias

Jéssica Burrinha (Barreiro, 1993)


Licenciatura em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa em 2016 e Mestre em Escultura pela mesma faculdade em 2020. Frequentou o curso de Formação Profissional de Workshops sobre séries em Faiança no CENCAL (Centro de Formação Profissional para a Indústria da Cerâmica), nas Caldas da Rainha, em 2014, e frequentou o Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica de Lisboa, na temática de Serralharia Geral - Soldadura e Oxicorte, CENFIM Lisboa, em 2017.

Participou em 2018 na Art Madrid’18 com a Galeria Arte Periférica e expôs no CCB, na celebração do seu vigésimo quinto aniversário, em Lisboa. Em 2020, a sua obra integrou a exposição Creative (Un) makings: Disruptions in art/archaeology, Ineligible, no Museu Internacional de Escultura Contemporânea, em Santo Tirso e nas XXI e XXII Bienal Internacional de Arte de Cerveira, em Vila Nova de Cerveira.

Recebeu diversas Menções Honrosas, uma no Concurso Mertolaarte, em 2016, duas em Salvaterra de Magos, no Prémio Infante D. Luís às Artes, em 2017 e 2019, e na 4ª Bienal Internacional de Arte Gaia em 2021. Foi galardoada com o segundo prémio no Concurso Mertolaarte 2018, em Mértola. Em 2023, foi convidada pelos curadores Helena Mendes Pereira e João Ribas, para integrar a mostra coletiva na Fundação Bienal de Arte de Cerveira, para a comemoração dos 50 anos do 25 de Abril.

Alguns dos seus trabalhos fazem parte de coleções privadas em território nacional e internacional.


Mikha-ez (Gijón, 1991)


Doutorado em Belas Artes pela USAL (2015-2019), Mestrado em Historia del Arte Contemporáneo y Cultura Visual pela UNAM (2014-2015) e Licenciado em Belas-Artes pela USAL (2009-2014).

Destacam-se projetos como Color Migrations na Slot Gallery (Sydney, 2023), 9,806 km. Historia de una correspondencia na CASA ASIA (Madrid, 2023), Mi cama era un océano, un cielo, un bosque y la noche na Galería Nueva (Madrid, 2021), Welcome to the Antropoceno no Museo de Salamanca (2019), Todos somos água na ARCO (Lisboa, 2019), Kālā na Ivorypress (Madrid, 2018), Campo del Cielo no Museo de Salamanca (2018) ou Hay un mar que es más alto que el cielo no Museo Barjola (Gijón, 2017).

A sua obra faz parte das coleções de Borja Thyssen (Madrid), Museo de Salamanca, Universidad de Salamanca, Ayuntamiento de Salamanca, Fundación Campocerrado (Salamanca), Museo Mausoleo (Morille), Fundación Newcastle (Murcia), AT Colección (Santander), Ministerio del Gusto (Tenerife) e Ernesto Neto (Rio de Janeiro).


FITA – Friends In The Arts


Instituição cultural sem fins lucrativos, fundada por Francisca Gigante e Francisco Teles da Gama, dedicada a conectar profissionais com talento e instituições de relevo internacional, atuando como uma ponte para o mercado de trabalho e facilitando o acesso a uma rede global. A FITA Collection destaca-se como um acervo de obras de arte originais, provenientes de diversas latitudes e épocas históricas, do século XVIII ao XXI, para criar diálogos intergeracionais e transnacionais.



Para mais informações, contacte-nos através do e-mail agency@friendsinthearts.net.
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